Uma interação incrível entre Impressão 3D e Paralimpíadas Rio 2016

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Impressão 3D resulta em medalha de Prata na Paralimpíadas Rio 2016

     Próteses totalmente feitas em tecnologia de impressão 3D –que podem ficar prontas em um quarto do tempo dos modelos convencionais, e ainda custar menos–, cadeiras de rodas de corrida feitas em fibra de carbono e emprego da tecnologia biônica –proximidade dos equipamentos mecânicos com a fisiologia humana–são realidades exibidas por atletas de várias nações desenvolvidas na Rio-2016.

     Uma dessas novidades foi apresentada com sucesso na Paralimpíada pela alemã Denise Schindler, 30, do ciclismo de estrada. Ela compete com uma prótese (do joelho para baixo) desenvolvida totalmente com impressão 3D e nesta quarta (14) ganhou a medalha de prata no contrarrelógio, classes C1-2-3.

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A ciclista alemã Denise Schindler, medalhista de prata nos Jogos Paralímpicos

 Foto: Zanone Fraissat/Folhapress

 

     Também ganhadora de uma prata nos Jogos de Londres-2012, Denise perdeu a perna direita em um acidente quando tinha dois anos. Para ela, melhores performances dos atletas e mais acesso à tecnologia de ponta fazem parte da essência dos Jogos Paraolímpicos.

“Os Jogos buscam grandes resultados, e é claro que as próteses, cada vez mais modernas, têm influência na performance. É o mesmo que as bicicletas de corrida, com aerodinâmicas fantásticas, feitas de materiais muito leves. O que é preciso entender é que não adianta algo supermoderno se não houver também um esforço humano 100% capacitado para tirar dele o melhor”, disse ela.

Segundo Ricky Benzing, da multinacional alemã Ottobock, uma das maiores empresas do mundo em desenvolvimento de tecnologia para pessoas com deficiência, “há regras que impõem limites, na hora das competições, sobre o tipo de tecnologia que pode ser empregado ou não. As regras serão sempre necessárias e vão impedir que haja uma vantagem muito grande de um sobre o outro”.

     A prótese de Denise, produzida pela Autodesk, empresa que defende a ideia da produção de modelos de forma mais rápida e a custo mais acessível, passou por uma série de testes. A atleta começou utilizando-a por duas horas por dia, depois aumentando para seis horas até usá-la em competição.

“É preciso muito treino e paciência para se adaptar a uma prótese nova, vinda de uma ideia nova. Mas é algo de um nível muito superior, não posso reclamar de nada.”

     Como costuma ocorrer nos Jogos Paraolímpicos, a edição do Rio reacendeu a discussão sobre o suposto poder de melhorar índices e desempenhos que a tecnologia pode dar aos atletas com acesso ao que há de melhor em desenvolvimento no mundo.

     Em Londres-2012, o brasileiro Alan Fonteles, ouro nos 200 m rasos, gerou insatisfação no então campeão da prova, o sul-africano Oscar Pistorius -que está preso, condenado por matar a ex-namorada-, que reclamou que as próteses usadas pelo adversário o deixavam muito alto. A arbitragem analisou o material e concluiu que estava dentro das regras da prova. Pistorius, também usuário de próteses supermodernas, não levou o caso adiante.

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Trabalhador faz reparo em prótese na oficina da Ottobock

Foto: Zanone Fraissat/Folhapress

OFICINA NA VILA

     Reunindo cem técnicos e toneladas de material de reparo, como pneus, ligas de titânio, cola para remendos e até acessórios para que um cadeirante possa conduzir uma bandeira, a empresa alemã Ottobock montou uma mega oficina para atender aos atletas com deficiência na Vila Paraolímpica.

“Estamos dando uma chance para que todos melhorem seus desempenhos com equipamentos revisados, consertados e modernizados, independentemente se são dos Estados Unidos ou da África. Esse trabalho ajuda na igualdade das chances”, diz Ricky Benzing, da Ottobock.

     Até agora, foram feitos 2.560 reparos em próteses, cadeiras de competição, muletas e outros instrumentos de acessibilidade. A prioridade é para equipamentos fundamentais aos atletas, como cadeiras de rodas ou os que serão usados em competições.

Fonte: www.folha.uol.com.br

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